Com Sérgio Moro liderando as pesquisas, a rebelião interna no Partido Liberal desmoronou nos bastidores, e prefeitos que cogitavam deixar a sigla agora sinalizam permanência diante de um cenário político cada vez mais consolidado.
Sob o comando estadual de Filipe Barros, o PL se fortalece no Paraná e já articula a chegada de novos quadros. O movimento esvaziou a tentativa de debandada que vinha sendo construída nos bastidores e transformou o que parecia uma crise em um reposicionamento estratégico.
Segundo interlocutores de prefeitos do interior, muitos gestores que cogitavam deixar o partido recuaram e optaram por permanecer no PL, consolidando um movimento de estabilidade dentro da legenda. A leitura é clara: abandonar a estrutura neste momento seria um erro político.
Nos bastidores, a chamada “rebelião” teria sido motivada por disputa de espaço e perda de influência dentro do partido. No entanto, com Moro mantendo liderança consistente nas pesquisas, o cenário mudou completamente.
Na prática, a rebelião perdeu força e deu lugar a um movimento de permanência — exatamente o oposto do que se desenhava semanas atrás.
Em conversas reservadas com O Brasil Não Pode Parar, prefeitos admitem: na política, a tendência é caminhar com quem tem mais chances de vitória. E hoje, para muitos, Moro representa esse caminho.
Um prefeito, sob condição de anonimato, afirmou:
“Moro será o futuro governador do Paraná. O povo gosta dele. As pesquisas mostram isso. Não faz sentido sair do PL por disputa interna. A maioria respeita decisões, mas não está presa a jogo de poder.”
Enquanto isso, o atual governador ainda não conseguiu consolidar um nome forte para sua sucessão — o que amplia ainda mais o favoritismo do senador no cenário estadual.
A eleição ainda está distante, mas o recado já foi dado: a rebelião desmoronou, e o PL segue de pé — com prefeitos permanecendo onde a força política está.
Anderson Barbosa
O Brasil Não Pode Parar
