Guto Silva volta ao centro da sucessão no Paraná e pressão por espaço cresce no grupo de Ratinho Júnior - Foto: Reprodução/Facebook Guto Silva
PALMAS (PR) — O nome de Guto Silva voltou ao centro das conversas sobre a sucessão no Paraná. Interlocutores ligados ao ex-chefe da Casa Civil demonstram desconforto com a possibilidade de ele não integrar o núcleo majoritário do projeto político liderado por Ratinho Junior para 2026. Nos bastidores, cresce a avaliação de que sua ausência enfraqueceria a composição governista em um momento decisivo de definição de alianças.

Aliados dizem que Guto Silva segue como peça estratégica
O argumento dos aliados é que Guto Silva acumulou capital político relevante ao longo dos últimos anos, especialmente pela atuação na articulação administrativa e regional do governo. Lideranças que acompanham as negociações afirmam que ele mantém influência sobre prefeitos, vereadores e grupos do interior, o que o torna um ativo eleitoral importante para qualquer chapa governista.
Uma liderança influente resumiu o sentimento de parte da base com uma frase que ganhou repercussão nos corredores da política paranaense: “Sem Guto Silva nesse jogo, o clima é o mesmo de uma Copa do Mundo sem Neymar. Mais cedo ou mais tarde, Ratinho terá que convocá-lo.” Embora a comparação seja claramente política e informal, ela traduz a percepção de que o ex-secretário ainda é visto como um nome capaz de agregar competitividade ao grupo governista.
Frase que circula nos bastidores
“Sem Guto Silva nesse jogo, o clima é o mesmo de uma Copa do Mundo sem Neymar. Mais cedo ou mais tarde, Ratinho terá que convocá-lo.”
Relato atribuído a uma liderança política influente nos bastidores paranaenses; não é declaração oficial do governador nem do ex-secretário.
Pesquisa Veritá aumenta expectativa no meio político
A atenção do meio político agora se volta para a nova pesquisa do instituto Veritá, prevista para ser divulgada na próxima segunda-feira, dia 8. O levantamento é aguardado com grande expectativa porque poderá indicar quais nomes aparecem com maior competitividade no cenário estadual.
Entre estrategistas e dirigentes partidários, a leitura predominante é que os números terão peso nas negociações de chapa, na distribuição de espaços e na definição das prioridades do grupo governista. A pesquisa também é observada como um teste de viabilidade para diferentes pré-candidaturas ligadas ao entorno de Ratinho Júnior.
Outro fator que aumenta o interesse é o histórico recente atribuído ao Veritá e à Paraná Pesquisas. Nos bastidores, interlocutores destacam que ambos estiveram entre os institutos que apresentaram resultados próximos aos números efetivamente registrados nas últimas eleições estaduais e presidenciais. Isso não elimina margem de erro nem transforma pesquisas em previsão definitiva de resultado, mas ajuda a explicar por que a próxima rodada é tratada como um termômetro relevante.
Por que a pesquisa Veritá desta segunda-feira é tão aguarda?
- Testa a força relativa dos pré-candidatos ligados ao campo governista.
- Pode influenciar negociações de chapa e distribuição de espaços.
- É vista como termômetro importante após rodadas anteriores consideradas próximas do resultado final por parte dos observadores políticos.
“Vice ou Senado”: o recado atribuído a Guto Silva
Após uma reunião recente com Sandro Alex, Guto Silva teria deixado clara sua posição sobre o futuro político. Segundo relatos de bastidores, a mensagem foi direta: “Ou vou de vice ou Senado, caso contrário eu volto pra casa.”
A fala, reproduzida por interlocutores presentes nas conversas políticas, indica que o ex-secretário não trabalha com a hipótese de ocupar um espaço secundário na composição eleitoral. O entendimento predominante é que ele mira uma posição de alta visibilidade — seja na chapa majoritária ao Executivo, seja em uma candidatura ao Senado.
O recado também funciona como instrumento de pressão política. Ao delimitar publicamente — ainda que por meio de relatos de bastidor — quais cargos considera compatíveis com seu peso político, Guto Silva reforça sua disposição de negociar em condições que preservem protagonismo.
O dilema do grupo governista
Para o entorno de Ratinho Júnior, o desafio é equilibrar diferentes forças regionais, partidos aliados e projetos pessoais dentro da mesma coalizão. Quanto mais a sucessão se aproxima, mais difícil se torna acomodar lideranças com ambições majoritárias sem provocar ruídos internos.
Parte dos aliados avalia que excluir Guto Silva do núcleo central aumentaria o risco de dispersão política e reduziria a capacidade de mobilização em regiões onde ele mantém influência. Outros argumentam que o governador precisa preservar margem para compor alianças mais amplas e acomodar múltiplos interesses partidários.
No curto prazo, a divulgação da pesquisa Veritá tende a funcionar como catalisador das conversas. Se os números apontarem competitividade consistente de Guto Silva, a pressão por sua inclusão em uma posição de destaque deve crescer. Se o desempenho for mais modesto, o grupo governista ganhará argumentos para explorar outras combinações de chapa.
Enquanto isso, a frase atribuída ao ex-secretário — “vice ou Senado, caso contrário volto pra casa” — segue sendo interpretada como o principal sinal político emitido por ele até agora: Guto Silva não pretende disputar um papel secundário na corrida de 2026 e quer permanecer no centro das decisões sobre o futuro do grupo governista no Paraná.
