Professores têm intervalo cortado por decreto em Palmas (PR)
Reunião marcada para segunda-feira, 22, deverá discutir possíveis alterações na Instrução Normativa nº 007/2026, alvo de críticas de professores e do sindicato da categoria
A crise provocada pela Instrução Normativa nº 007/2026 pode estar próxima de uma solução. Em conversa com este jornalista na tarde desta sexta-feira (19), o prefeito Daniel Langaro confirmou que o município irá reavaliar os termos da medida que provocou forte reação entre os profissionais da Educação de Palmas.
Em agenda anterior, o prefeito já havia dialogado com representantes do Sindicato dos Professores Municipais de Palmas (Sindiprom), demonstrando disposição para ouvir os setores envolvidos na busca por uma solução para o impasse.
Reunião para discutir mudanças
Após ser questionado sobre o desgaste causado pela normativa, o chefe do Executivo informou que uma reunião será realizada na próxima segunda-feira com a Secretaria Municipal de Educação e a Procuradoria Jurídica do Município.
O objetivo é avaliar alternativas que atendam às exigências legais sem comprometer as condições de trabalho dos educadores e o funcionamento das unidades escolares.
Entenda a polêmica
A Instrução Normativa nº 007/2026 passou a considerar o período de recreio dos alunos como tempo de efetivo trabalho pedagógico, exigindo acompanhamento permanente dos estudantes durante toda a jornada escolar.
Na prática, a medida eliminou os intervalos simultâneos de descanso dos professores, gerando críticas da categoria e preocupações relacionadas à saúde física e mental dos profissionais.
No mesmo dia, o Sindiprom divulgou posicionamento oficial defendendo a preservação dos direitos dos trabalhadores da Educação e a manutenção de condições adequadas para o exercício da função docente.
Expectativa por consenso
Diante da repercussão do caso, o prefeito Daniel Langaro decidiu intervir diretamente no debate, abrindo espaço para a construção de uma solução consensual.
A expectativa agora se concentra na reunião de segunda-feira, que poderá resultar em alterações na normativa e contribuir para a pacificação do ambiente educacional no município.
O Brasil Não Pode Parar continuará acompanhando os desdobramentos do caso e mantém espaço aberto para manifestações oficiais da Prefeitura de Palmas e da Secretaria Municipal de Educação.

