O anúncio de uma debandada em massa no PL do Paraná, feito por Fernando Giacobo, criou expectativa de um esvaziamento histórico no partido. Mas, na prática, a realidade foi bem diferente: apenas sete prefeitos oficializaram a saída da sigla após a chegada de Sergio Moro.
Os nomes confirmados são: Marcel Micheletto, de Assis Chateaubriand; Rodrigo André Schanoski, de Maripá; Eduardo Pasquini, de Campo Magro; Geri Dutra, de Santa Tereza do Oeste; Edson Lupatini, de Lindoeste; Alex Sandro Rosa, de Nova Santa Rosa; e Elaine Schmitt, de Pérola d’Oeste.
A diferença entre o discurso e a realidade chama atenção. Enquanto se falava em até 48 prefeitos deixando o partido, o número real ficou muito aquém na lista — o que levanta questionamentos sobre o uso político da informação nos bastidores. A maioria das saídas ocorreu em cidades de pequeno e médio porte, especialmente no Oeste do estado.
Nos bastidores, o movimento foi interpretado como uma tentativa de reação de aliados do governador Ratinho Júnior diante do avanço de Moro no Paraná. Ainda assim, o PL segue competitivo e o episódio expõe que a disputa pelo controle político do estado já começou — e será intensa até 2026.
