A deputada federal Gleisi Hoffmann oficializou sua pré-candidatura ao Senado pelo Paraná na última sexta-feira (3). O anúncio ocorreu no mesmo período em que deixou o comando da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), cumprindo o prazo legal de desincompatibilização para disputar as eleições de 2026.
A decisão, segundo a própria parlamentar, atende a um pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com o objetivo de fortalecer a base do governo federal no Senado. Inicialmente, Gleisi pretendia disputar a reeleição para a Câmara dos Deputados, mas o plano foi alterado após articulações internas no Partido dos Trabalhadores.
Nos bastidores, interlocutores apontam que a pré-candidata inicia a corrida com otimismo. Mesmo sem uma campanha ativa até aqui, ela já aparece na terceira posição em levantamentos recentes, atrás de nomes que vêm se posicionando há mais tempo. A expectativa é que o cenário possa mudar com sua presença mais frequente em Curitiba e em agendas pelo interior do estado.
A mudança de estratégia também ganhou força após a desistência de Enio Verri, que abriu mão da disputa ao Senado. Com isso, Gleisi passou a ser o principal nome da esquerda no Paraná para a eleição.
No cenário eleitoral, ela deve enfrentar adversários já consolidados, como Deltan Dallagnol e Filipe Barros, que figuram entre os mais citados nas pesquisas. Como o estado terá duas vagas em disputa, a corrida promete ser uma das mais competitivas do país.
A pré-candidatura foi confirmada também pelas redes sociais, onde Gleisi reforçou o compromisso com a representação do Paraná no Congresso e com a agenda de desenvolvimento defendida pelo governo federal.
