A Secretaria de Estado da Educação (SEED) está coordenando as ações emergenciais após o incêndio no Instituto de Educação de Paranaguá (Instituto Estadual de Educação Dr. Caetano Munhoz da Rocha), registrado na manhã de sábado (04). A estrutura do prédio, um dos mais tradicionais da cidade, permanece interditada para avaliação completa dos danos pela Defesa Civil e órgãos de segurança.
Neste domingo (5), a direção da escola, representantes do Núcleo Regional de Educação (NRE), do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar) e equipes da Defesa Civil estiveram no local acompanhando a situação do prédio danificado. O Corpo de Bombeiros Militar do Paraná (CBMPR) segue atuando na área, garantindo a segurança e orientando os próximos passos da força-tarefa.
Planejamento e retomada das aulas no Instituto de Educação
O secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, reforçou o compromisso com a comunidade escolar neste momento crítico. “Estamos trabalhando desde os primeiros minutos após o incêndio para garantir que nenhum estudante fique sem atendimento. A prioridade é preservar a segurança e organizar a retomada das aulas com responsabilidade e rapidez”, afirma o secretário.
Ao longo do dia, diretores do Instituto e de outras instituições de ensino de Paranaguá participaram de uma reunião para debater o cronograma de ações e organizar o atendimento emergencial aos estudantes.
Atenção ao cronograma:
- Segunda-feira (6): Não haverá aula. As equipes estarão focadas na organização do atendimento temporário.
- Segunda à tarde: Acolhimento para professores e funcionários no NRE para apresentação das propostas de realocação.
O chefe do NRE de Paranaguá, Paulo Penteado, destacou que o objetivo é manter a unidade da escola. Na segunda-feira, às 9h, haverá uma reunião com uma instituição de ensino superior local que estuda ceder espaço para as 33 turmas (18 de manhã e 15 à tarde), evitando a divisão dos alunos em diferentes prédios.

Importância histórica do Instituto Dr. Caetano Munhoz da Rocha
O Instituto de Educação de Paranaguá não é apenas uma unidade de ensino, mas um patrimônio histórico e cultural do Paraná. Fundada há décadas, a instituição leva o nome do ex-presidente do estado e médico Caetano Munhoz da Rocha, sendo referência na formação de professores e na educação básica do litoral paranaense. A preservação de sua estrutura original é uma preocupação constante da comunidade e do Fundepar, que iniciará o restauro assim que os laudos técnicos forem emitidos.
Investigação e perícia do incêndio em Paranaguá
O Corpo de Bombeiros seguiu neste domingo com o trabalho de rescaldo. Ao todo, 45 profissionais, entre bombeiros militares e brigadistas, atuaram no combate às chamas com o apoio de sete viaturas do CBMPR, três de brigadas da Portos do Paraná e empresas locais, além de dois caminhões-pipa da prefeitura.
Um drone com tecnologia termal foi utilizado para identificar pontos críticos de calor. A Polícia Científica já montou uma equipe para coleta de vestígios, enquanto a Polícia Civil analisa imagens de câmeras de segurança e colhe depoimentos. O incêndio, que começou por volta do meio-dia de sábado, foi controlado às 16h, sem registro de vítimas, apenas danos materiais.
Recomendações da Defesa Civil e Previsão do Tempo
A Defesa Civil de Paranaguá reforça o pedido para que a população e curiosos evitem se aproximar do perímetro isolado do Instituto de Educação de Paranaguá. Mesmo com as chamas extintas, o risco de queda de rebocos ou estalos estruturais ainda existe até que a perícia técnica e os engenheiros do Fundepar concluam a avaliação detalhada. A área permanecerá sinalizada e o suporte das forças de segurança será mantido para garantir que ninguém se coloque em situação de risco desnecessária.
Além das preocupações estruturais, a comunidade escolar deve ficar atenta às condições climáticas. De acordo com o Simepar, a previsão do tempo para Paranaguá nos próximos dias indica períodos de nebulosidade e possibilidade de chuvas isoladas, o que reforça a necessidade de agilidade na cobertura das áreas afetadas do prédio para evitar que a umidade agrave os danos no mobiliário e nos documentos que não foram atingidos pelo fogo. A Secretaria de Educação e a Defesa Civil seguem monitorando a situação climática para garantir a segurança de todos os envolvidos na força-tarefa de limpeza e organização.

Fonte: AEN
